26/02 - Fórum Fecomércio-RS de Negociações Coletivas 2026 (24/02/2026).
Fórum Fecomércio-RS de Negociações Coletivas 2026 (24/02/2026).
> O Fórum Fecomércio-RS de Negociações Coletivas 2026, aconteceu na terça-feira (24/02), promovido pela Federação, o encontro foi realizado na Casa do Comércio Gaúcho “Fecomércio-RS”. Com debates sobre importantes temas para o setor terciário gaúcho que contou com a participação de representantes de entidades sindicais patronais filiadas e associadas do Rio Grande do Sul.
O Sindilojas Regional Nova Prata, esteve presente com o Diretor do Conselho de Relações do Trabalho, Giovanni Ceccagno e o Executivo, Ariovaldo Carvalho ribeiro.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, o espaço simboliza diálogo, representatividade e construção em conjunto. “Este evento foi concebido para antecipar cenários, alinhar estratégias e fortalecer o papel da Negociação Coletiva como instrumento legítimo e eficiente de regulação das relações de trabalho. Nosso compromisso é fortalecer o diálogo social, garantir segurança jurídica e defender a autonomia coletiva sempre com foco na sustentabilidade dos negócios, na preservação dos empregos e no desenvolvimento econômico do estado.
Acreditamos no diálogo e na construção de consensos, baseados em dados, responsabilidade e visão de futuro”, afirmou.
A economista da entidade, Giovana Menegotto, falou sobre a perspectiva econômica, analisando os cenários internacional e nacional, a atividade econômica, juros, inflação e mercado de trabalho. Giovana destacou a ausência de vetor de crescimento da economia vindo do cenário externo, com projeção do FMI de crescimento da economia global de 3,3% em 2026 e 3,2% em 2027. A geopolítica, com a competição entre potências, elevou a incerteza, a reorganização das cadeias globais, causando um ambiente adverso ao crescimento. Porém, neste contexto, um fator favorável aos países emergentes foi a desvalorização do dólar. Em relação à atividade econômica, o Brasil está em uma desaceleração gradual, que deve seguir em 2026. A projeção do Relatório Focus é de 1,8% de crescimento em 2026, 2,3% em 2025, sendo que em 2024 o índice foi de 3,4%.
A economista também reforçou o impacto das eleições na dinâmica da economia, assim como medidas como o aumento real do salário-mínimo, a ampliação da renda pela isenção do Imposto de Renda para pessoa física, entre outras. O problema fiscal crônico foi outro ponto abordado, assim como a política monetária, a taxa de juros e inflação. Projeções do Relatório Focus também apontam uma queda na taxa de juros a partir de março de 2026, para 12,13% ao ano, com o objetivo de levar a inflação para a meta de 3%. Analisando com 2025, tivemos uma dinâmica mais favorável impulsionada pela valorização cambial, boa safra dos alimentos e redirecionamento das exportações chinesas. Na contramão, tivemos mercado de trabalho forte, elevação dos gastos públicos e o nível dos reservatórios das hidrelétricas. “Para 2026, as expectativas estão melhorando, mas ainda seguem desancoradas com projeção de 3,91% em 2026 e 3,8% em 2027”, explica.
Para concluir, Giovana abordou alguns pontos sobre o mercado de trabalho no Brasil e no Rio Grande do Sul. Ele se manteve aquecido, mas com sinais mais claros de acomodação, em um mercado estruturalmente mais apertado. Projeções do Relatório Focus, apontam uma Taxa Desocupação de 5,6% em 2026. No estado, tivemos redução na força de trabalho (-0,9% vs. - 0,01% no Brasil), com a maior taxa de participação (65,6% vs. 62,1% no Brasil).
Após a análise econômica, os consultores e advogados trabalhistas, Flávio Obino Neto, Flávio Obino Filho e Lucia Witczak, fizeram uma radiografia das convenções coletivas de trabalho, apresentando um panorama geral dos instrumentos coletivos no Brasil em 2025. As expectativas para 2026, a redução da jornada e a distribuição dos dias de trabalho também foram abordados pelos advogados.
A próxima reunião do COPERSIND está agendada para o dia 12 de março.
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